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Mensajen Bispu Dom Carlos ba 20 de Maio

Mensajen Bispu Dom Carlos ba 20 de Maio

Ocorre no dia 20 de maio deste ano da graça do Senhor o décimo oitavo aniversário do reconhecimento por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) da independência do território de Timor Oriental, antigo Timor Português e antiga 27ªa Província da Indonésia. É um dia para comemorar, celebrar, dar graças a Deus, agradecer os homens mulheres de boa vontade que trabalharam para isso e refletir sobre a realidade de um povo ser livre e independente. O reconhecimento das Nações Unidas teve como fundamento a escolha do próprio povo que se expressou livremente no ato de plebiscito ou referendo ocorrido a 30 de agosto de 1999.

O povo timorense vivia dependente dos Portugueses desde 1515 até 1975. Foi considerado “saudara” do povo indonésio desde 1976 até 1999. Com o referendo de 1999, o povo mostrou ao mundo que ele quer ser livre, independente, e ser o próprio senhor do seu destino!

Passaram já 18 anos desde esse célebre dia vivido intensamente por muitos  em Taci-tolu (Díli). Passados dezoito anos cabe perguntar: será que todos os timorenses beneficiam do clima de liberdade, de paz e tranquilidade? Será que todos os timorenses têm acesso aos bens essenciais do desenvolvimento económico e social para que possam sentir-se satisfeitos? Já desapareceram, definitivamente, os ódios, os conflitos e a violência física, moral e psicológica? Há igualdade de oportunidades para todos na distribuição da riqueza, e no acesso ao funcionalismo público? Ainda há muita coisa para resolver, construir e melhorar! A tarefa cabe a todos: aos governantes, à sociedade civil, à Igreja católica, às confissões religiosas, aos jovens e aos intelectuais.

Constatamos que a nível da governação do País, as tarefas são asseguradas tanto por veteranos como pelos políticos mais jovens. Nota-se uma participação de mulheres na vida politica, económica e social. No aspeto da educação e instrução muitos jovens e crianças timorenses têm possibilidades de atingir diversos graus de ensino. E nós reconhecemos os esforços feitos ao longo destes dezoito anos para que os timorenses possam ter acesso aos bens culturais, científicos e tecnológicos.

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Como compromisso para melhorar as condições de vida dos timorenses, faço um apelo a todos, e, especialmente aos jovens para envidar todos os esforços na construção da paz, da estabilidade, da tolerância, do diálogo, do respeito e de colaboração.

Neste décimo oitavo aniversário de independência, deixo apenas que conservemos e enriqueçamos a nossa cultura.

  1. Agricultura – Conhecemos aquela sentença latina que diz: “Primum vivere, deinde philosophari”. Quer dizer: primeiro viver, trabalhar, comer, gozar; só depois filosofar, fazer a política, debater teoricamente os problemas… O que quero significar com o isso é que todos devemos trabalhar para manter a independência política social e económica de Timor-Leste com timorenses sãos, saudáveis, tanto no corpo como no espirito “Mens sana in corpore sano”. Não é com estômagos vazios ou com corpos franzinos que vamos defender a independência. Entra aqui o problema da agricultura em Timor-Leste, e concomitantemente, o problema da fome e da pobreza. Os timorenses trabalham? Os timorenses continuam a lavrar as várzeas e os campos de arroz? Nós os timorenses exportamos a fruta, os legumes, o milho e arroz para outros países? Os dados demonstram o contrario: importamos, até produtos essenciais, da Indonésia, da Austrália, de Singapura do Vietname e da Tailândia…Pelo que se vê, economicamente, não somos independentes!

            No ano de 2001, fui à Embaixada da República da Indonésia, na zona de Motael, para cumprimentar o novo Embaixador. No meio da nossa conversa, ele disse-me: “Bapa Uksup, kami kehilang Timor Timur, akan tetapi,  pada sisi lain kami beruntung, karena banyak dólar masuk Indonesia, dengan export kami ke Timor-Leste…”. Depois de dezoito anos, somos ainda dependentes das importações da Indonésia. Somos politicamente independentes, mas economicamente dependentes.

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b ) No apesto da Cultura: somos também dependentes culturalmente, pois as nossas crianças que  não andam nas escolas indonésias,  sabem a língua Bahasa Indonesia, por causa da televisão da Indonésia. Não só as crianças, mas muitos de nós, adultos e jovens, nas nossas conversas diárias, continuamos a usar termos indonésios…Somos politicamente independentes, mas culturalmente dependentes.

Somos ainda dependentes da língua portuguesa…Setenta por cento dos artigos da Agência Tatoli, dos artigos e intervenções dos jornalistas na rádio e televisão, e dos discursos ou intervenções dos políticos, quer no Parlamento, quer nos Congressos, comícios e  reuniões, setenta por cento contêm  mais termos portugueses do que Tétum. Palavras portuguesas TETUNIZADAS ESTÃO A ABAFAR A PUREZA DA LINGUA TÉTUM. Em tudo isso, aparece claramente a lei do menor esforço, que obriga a recorrer ao mais fácil do que elaborar ou construir uma boa frase em Tétum, mesmo recorrendo ao circunlóquio. É questão para afirmarmos: Somos politicamente independentes, mas culturalmente dependentes…

20 de maio de 2002! Data memorável! Data de liberdade, de independência, de preservação da identidade timorense. Data do nascimento de um País: TIMOR LORO S’E (Timor-Leste)

Ao celebrar este dia, quero curvar-me perante a memória dos Aswa’in que tombaram pela libertação de Timor-Leste. Presto a minha admiração e a minha homenagem aos verdadeiros políticos, empresários, agricultores, comerciantes, industriais, professores, intelectuais, médicos e enfermeiros, membros da FDT e PNTL, governantes, o povo das aldeias e das vilas,  e todos os que trabalham pelo BEM COMUM, pela manutenção da paz e da segurança. Aos jovens que lutam pelos grandes ideais de servir bem a Pátria, a minha solidariedade e as minhas orações! Finalmente, a todos os que celebram o 20 de maio, os meus Parabéns!

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Lisboa, 17 de maio de 2020

Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

Prémio Nobel da Paz 1996

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