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Manuel Tilman: Impasse político deve-se a divergências entre AMP e líderes nacionais

Manuel Tilman: Impasse político deve-se a divergências entre AMP e líderes nacionais

O economista Manuel Tilman disse na passada sexta-feira (12/01) que a instabilidade governativa vivida no país, com custos para a economia do país, se deve às divergências entre a coligação da AMP e líderes nacionais.

Segundo Tilman, o problema reside no facto de os oito ministros ainda não terem tomado pose por falta de solidariedade e entendimento no seio da AMP. Salientou, ainda, que a forma de governar o destino do país, ainda com sinais do tempo da resistência, resultou igualmente na instabilidade política no país.

 “Os três partidos que suportam o atual Governo, no meu entender, não souberam negociar, pois a unidade e entendimento entre si deixaram muito a desejar. É por esse motivo que o próprio Executivo, que é sustentado por três partidos, tem altos e baixos”, disse, no seu escritório, na Praia dos Coqueiros, em Díli.

“A forma de governação em Timor-Leste vem do mato. Significa que o Presidente da República vem do mato, o Primeiro-Ministro vem do mato assim como o maun boot Xanana. Eles é que têm de se entender muito bem para garantirem a estabilidade governativa”, disse.

Segundo o relatório do Banco Mundial, a situação política de Timor-Leste, entre 2017 e 2018, custou à economia do país cerca de 350 milhões de dólares. De acordo com Tilman, para resolver esta questão e pôr fim ao impasse político vivido em Timor-Leste, é necessário haver “entendimento” entre os três partidos que suportam o Governo, o Chefe de Estado e o Chefe do Executivo.

“Vivemos em 2017 e 2018 numa fase de instabilidade governativa, porque ficámos com oito a nove ministros indigitados que acabaram por não tomar pose”, afirmou.

O jurista salientou ainda que, em termos de mercado financeiro, a perda de 350 milhões se deveu ao facto de a estrutura governativa estar incompleta.

Lee hotu :   Karik laiha relasaun diak ho VIII Governu, Alkatiri sei la fila ba RAEOA

 “Segundo a Constituição, quem indigita pessoas para formar Governo é o Primeiro-Ministro e quem nomeia é o Presidente da República. Quando estes dois órgãos de soberania se entendem quanto à formação de um novo Executivo, os partidos devem também entender-se”, referiu.

Chumbo do OGE 2020 significa perda dos lugares dos deputados no PN

Recorde-se que, no primeiro debate do Orçamento Geral de Estado de 2020, os deputados da bancada que apoiam o Governo declararam votar contra. Para Tilman, esta opção talvez tenha sido a mais acertada. Porém, em relação ao segundo debate do OGE, que decorre atualmente, o jurista Tilman manifesta otimismo quanto à aprovação.

Segundo Tilman, os deputados só não aprovam o orçamento se entenderem que foi mal elaborado ou não tem um programa bem delineado, sublinhando que, para o melhorar, “não é preciso deitar abaixo o Governo e o país”.

“Os deputados devem ponderar muito bem. Se não aprovarem o Orçamento para 2020, o efeito imediato é alguns virem a perder o lugar no Parlamento. Como é sabido, se nos próximos seis meses o OGE não for aprovado, o Presidente dissolve o Parlamento”, disse.

O economista acrescentou que a população rejeita eleições antecipadas, pelo que sugere aos deputados ponderação e responsabilidade na hora de aprovarem o orçamento. Sublinhou ainda que a estabilidade do país, enquanto democrático, deve ser garantida por todos, inclusive por todos os jovens.

Recorde-se que o Executivo prevê um total de despesas do Estado de 1.668 milhões de dólares, estimando que este ano se possa registar um crescimento económico forte de 6%. Além disso, o capital social, a conetividade nacional e o desenvolvimento económico constituem as principais prioridades do Orçamento de Estado para 2020.

Segundo a proposta do OGE, 28.4% serão alocados aos ministérios e instituições do setor do Capital Social. Já no que respeita à educação estão previstos 9.5%. Para a proteção social 13% e 7.3% para o setor da saúde. A proposta prevê ainda um levantamento acima do Rendimento Sustentável Estimado do Fundo Petrolífero, que é 50.46% mais reduzido do que na proposta inicial. (Oct)

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