
A porta-voz do GRNDJC, Ângela Freitas, pediu ao Chefe de Estado que esclarecesse o atual impasse político, criado por ele próprio.
“O Chefe de Estado juntamente com outros líderes do país violaram a Constituição, causando uma perda de confiança por parte da comunidade internacional a este país. Esta situação vai tornar-se cada vez mais grave. A apresentação do orçamento no Parlamento Nacional pelos deputados que violaram também a Constituição prejudicará o acesso ao nosso fundo petrolífero”, disse Ângela Freitas, esta quarta-feira (16/09), aos jornalistas, no edifício do GRNDJC, no Bairro Formosa, Díli.
“O Presidente da República, desde o início, tem violado a Constituição. O Governo está em funcionamento, mas é ilegal e inconstitucional. Tudo isto impossibilita que o Banco Federal da América possa depositar confiança neste Estado na gestão do dinheiro do povo”, frisou.
Referiu ainda que, recentemente, o GRNDJC já tinha esclarecido que a Constituição é a base legal que protege os direitos políticos, económicos e sociais dos cidadãos.
“Se o nosso próprio Chefe de Estado violou a Constituição, significa que ele próprio é que minou a confiança da comunidade internacional em nós. O GRNDJC lamenta profundamente a atitude do Presidente da República, que demonstrou pouca ou nenhuma boa vontade e falta de responsabilidade moral perante o povo. Sempre falei em público para defender o Estado de direito democrático, mas ninguém me apoiou”, salientou.
Questionado sobre o retrato de Xanana Gusmão fixado em frente da sede do GRNDJC, Ângela afirmou que não significa que o grupo apoia condicionalmente Xanana.
“Xanana é o Comandante-Chefe das FALINTIL. Colamos a sua fotografia em frente da nossa sede, porque ele é o símbolo da unidade nacional para o povo de Timor-Leste. É só isto. Não tem nada a ver com os inúmeros comentários que têm sido veiculados lá fora. O nosso princípio é defender a Constituição”, sublinhou.
“Prometo, em breve, avançar com uma manifestação contra o Estado em relação à formação do VIII Governo liderado por Taur Matan Ruak. O GRNDJC apresentará posteriormente uma petição ao Presidente da República”, concluiu. (avi)
