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TIMOR-LESTE : DA PANDEMIA À INUNDAÇÃO E A FOME QUE SE ALASTRA, Com biliões de dólares “ adormecidos”. Por : Avelino Maria Coelho da Silva/Shalar Kosi FF

TIMOR-LESTE : DA PANDEMIA À INUNDAÇÃO E  A FOME QUE SE ALASTRA, Com biliões de dólares “ adormecidos”. Por :  Avelino Maria Coelho da Silva/Shalar Kosi FF

A pandemia causada pelovírus Covid-19) abalou os alicerces da civilização humana em todos os continentes do  globo, num período demasiado curto  e em desdobramento.  O vírus  derribou, os valores cívícos, culturais e os laços de relacionamento familiar existente em cada País-Nação- Estado, criando uma nova “civilização de máscaras e distanciamento social e de saudações aos cotovelos ou vénias”.Ou nasce uma nova civlização, ou a humanidade está ao mercê da obliteração dos valores sociais da natureza humana, de solidariedade, fraternidade e proximidade vivida em séculos da marcha da humanidade. Será esta uma nova história dos povos?

O Covid-19 abateu linearmente as cadeias de fornecimento de bens e serviços, deteriorou e destruiu os modelos de produção económica, tanto nas sociedades capitalistas, bem como nas sociedades socialistas, apresentando um fenómeno de incerteza da sustentablidade e do aumento dos grandes investimentos, muito necessario para os países sobreviverem os desafios do mercado económico. O mercado que até 2020 estava bem articulado e ligado por terra , mar e ar, foi subitamente interrompida, trazendo perversidade aos agentes do mercado de produção, circulação e distribuição. A economia está em vias de ruína ou ao encontro dum novo modelo.

Com a sua invisível e acelerada propagação, ameaçou e desafiou todos os poderes, tanto dos governos mais democráticos, como dos menos democráticos, e dos governos “tiranos”.Por onde passou, COVIV-19 ficou e se desenvolveu ou estando a desenvolver, alastrando o medo e incertezas quanto ao futuro das sociedades. É hoje uma verdadeira ameaça, um monstroe um desafio à ciência em geral mas particularmente à medicina. Se os obreiros da ciência descobrirem a verdadeira solução contra ovírus corona, providenciando às sociedades a devida e adequada capacidade de resposta médica,, a humanidade estará protegida, libertada. Caso contrário, a catástrofe humanitária percorrerá para alémdos limites das fronteiras nacionais, devorando inocentes, fracos e pobres economicamente, que não conseguirão comprar máscaras, implementar devidamente a regra de distanciamento social e outros produtos de protecção.

Constatando a  sua alta contaminação, servindo-se do ser humano como o seu maior veículo de deslocação , obrigou muitos Estados a tomar medidas preventivas, impondo o Estado de Emergência, aplicando a cerca sanitária, limitando a deslocação internacional e intra-nacional dos seus cidadãos. A aplicação destas medidas esmagou quase uma grande parte das actividades das empresas que oferecem serviços de transportes aéreos, terrestres e marítimos. Colocou o cidadão,  que era livre para se ir ou deslocar para onde quisesse,  num mundo imaginário de uma  prisão domiciliária, sem beira nem eira. O mundo, que era tão livre e largo, passou a ser um espaço sensivelmente irrisório  na vida dos cidadãos. Os homens e as mulheres passaram a ser objectos da evoluçào que não partilharam na sua construção.

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Os governos de Estados, quer que  sejam altamente democráticos e liberais, quer que sejam autoritários e repressivos; quer que sejam eleitos ou não, porque apoderaram a coroa de uma forma maligna,assumiram duma forma galopada e desesperada a aplicação do protocolo da saúde mundial, emitida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Muitas empresas olharam a  radiante oportunidade de investimentos na produção de máscaras de  todas as espécies, como um acto solidário  e contributo civíco para salvar a humanidade, prevenir a propagação, lançando, assim, no mercado mundial, regional emercados nacionais, a venda das tão diverssificadas máscaras de protecção. De catadupa em catadupa,  empresas de laboratórios industrias farmacêuticas ,  em todos os países avançados, deixando os menos avançados ou os ditos terceiro- mundo, ou a ser clientes, ou a enveredar pela busca de meios curativos tradicionais, concorrem assimetricamente na invenção ou descobertas de vacinas, até aqui nunca imaginadas. O mundo da medicina está dividida em polos opostos ou paralelos, consoante a evolução das fabricadas verdades.

O Mundo, a humanidade, divide-se entre os que acreditam que o vírus mata, e outros que duvidam da sua capacidade “ assassina”. Como queira que se encara o facto, o certoé que o mundo, as Nações, os Estados, estão postados perante  uma ininterupta ameaça de destruição das suas economias, se esta pandemia perdurar por mais anos, sem a ciência  encontrar sua prevenção e cura e eliminar, a livre propagação do vírus.

Em todas as partes do mundo já se espera que o COVID-19 poderá ser prevenido, pela produção e aplicação de vacinas, bem como pelastentativas de encontrar medicamentos para a cura dos pacientes.Deste outro canto do mundo  onde vivemos , na terra que libertamos,  o Estado que demos o nome RDTL, não podiamos isentar ou travar a propagação do vírus, apesar de termos esforçado muito neste sentido, dado as nossas fronteiras terrestres que conturbam a nossa vontade de prevenção, em evitar  a entrada ilegal de pessoas. A entrada ilegal – de timorenses ou estrangeiros – é provocada pela falta de apoios financeiros aos timorenses que estejam a estudar nas cidades da Indonésia; e pelos estrangeiros que tendo familiares em Timor-Leste ou algum negócio

Desde março deste ano,  a propagação abalou os alicerces da nossa sociedade, aparentou uma ameaça real e terrorizou muitas famílias e cidadãos. O nosso Estado decretou o Estado de Emergência, que já lá vai para o décimo quarto EE; aplicou as medidas de cerca sanitária, como medidas preventivas para o combate a propagação. O objectivo era salvar o povo Timorense das ameaças da contaminação,por um lado e; por outro lado, descuidou-se de prever as opugnações que estas medidas poderiam infligir sobre a economia do cidadão e da nação. Estavamos numa altura menos esperada, que outorgamos mais energias numa luta sem justificação pela aquisição e manutenção do Poder, surrando as normas e regras dum Estado de Direito Democrático, se entendemos ou não,  na altura que o procriamos, na euforia da saída do túnel dos 25 anos de marcha.

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Contudo, a evolução da nossa sociedade, a sua situação real em termos de auto-suficiência no consumo e a sua capaciddae de produção económica e de bens alimentares, não está em condições de sustentar a aplicação de todas as medidas mundialmente aceites. A fome arrasa muitas famílias, o desemprego atinge uma alta proporção das mãos de obra, muitas empresas estão postadas a falência.E como se tudo não bastasse, em 4 de abril de 2021 pela madrugada, Dílie outros municípios,  foram palanques  de inundação, deixando paralisada parte da economia, atingindo muitas infra-estruturas e deixando o povo à mercê da fome, a perda da habitação , embora pouca digna mas eruida para proteger a família, e obrigando muitos jovens e famílias a decidir “regressar” para o campo, levando consigo a incerteza se haverá ou nào comida e outros meios de susbsistência e de convivência nas suas Knuas ou aldeias. Mas a decisào é peremptória. Regressar ao campo para poder viver numa casa humilde que o albergará com calor e carinho familiar, libertando-se duma tremenda testemunha das vidas que as águas ceifaram e as erosões enterraram cruel e deshumanamente naquele trágico 4 de abril de 2021; após as vivas e euforias duma aliança eleitoral que abrolhado e desenvolvido para atingir objectivos num determinado momento histórico, sem saber se está ou nào determinado historicamente, surge um  avejão de políticos que tentam explorar as desavenças internas para se poder reinar. Reinar sem saber se poderá ou não resolver os problemas da Nação.

Assim , nesta já tão conturbada avalanche e perante a incerteza que assola o lar de cada cidadão, o que é que o Estado deveria  fazer para combater a propagação da pandemia e as suas consequências? Haverá vontade, determinação, em  oferecer meios de subsistência familiar, oferecer aos nossos jovens oportunidades de continuar seus estudos, apoiar os que perderam os meios de produção, tais como empresários, trabalhadores, condutores, ajudantes,mecânicos,  pequenos vendedores estacionados  e ambulantes, agricultores, com meios dignos de sobrevivência para não  morrerem de fome, enquanto não soubermos quando esta pandemia estará de uma vez para sempre derrotada pela humanidade. O povo gritava em Díli e nas marginais dos municípios, “ não queremos morrer de fome e nem de pandemia/COVID-19” . Será que estes gritos de desespero de gente indefesa, mas donos do Poder, penetraram  as argamassas da indiferença de quem possui o freio na mão?

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Creio que o Estado tem ao seu dispor  meios suficientes. Tem uma reserva que se chama “ de Fundo Petrolífero” , e algumas receitas do seu investimento, que em média deve rondar a volta de 18 biliões, que poderá ser alocada para resolver o problema da fome, reconstrução das infra-estruturas destruidas pela inundação e acionar um plano-fomento de produção alimentar, resolvendo, assim, nos próximos meses a escassez alimentar e cortar , gradualmente, a dependência aos produtos alimentares importados até ao presente. Será isto possível?

Estou certo que será possível, desde que os líderes políticos de todos os partidos com assento no Parlamento Nacional,  ganharem consciência de que a fome assola os seus eleitorados directos  e de que , pondo de parte as suas diferenças, chegou o momento de salvar este povo que sustentou a Luta da Libertação nos momentos mais horrorosos, onde as pessoas podiam perder a esperança de ver um dia o Timor-Leste livre e independente.Mas o Povo aguentou, marchou, com cabeça erguida, até alibertaçãoda pátria. Qual é, portanto,  a obrigação moral e política daqueles que o Povo elegeu, com consciência ou por ilusão?

As dificuldades gigantescas que assolam o nosso país hoje, impõem aos líderes a hora de pôr fim a divisão.

É momento de resolver duma vez para sempre as contradições em desenrolamento na política da nossa sociedade, respeitando os valores da democracia, erguendo bem alto o respeito pela Constituição, a base fundamental de qualquer Estado de Direito Democrático. Só assim honramos a dignidade do nosso Povo.

E acordais e juntos salvarão este povo, na base da nossa Cultura, da nossa Tradição e projectando uma política de descentralização, que não só  combaterá a urbanização e todas as suas gravissimas consequências, mas como ainda e sobretudo, estabelecerá um novo modelo de divisào política e administrativa,  que dará condições para erguer um Estado assente na sua nação,  com a eliminação gradual das diferenças entre o campo e as grandes cidades “metropolitanas”. Teremos serviços públicos nas aldeias, teremos infra-estruturas adequadas em cada aldeia, teremos uma economia a florir  no campo e, o mais importante, travamos de vez a migração e o esvaziamento das Knuas, construindo uma sociedade alicerçada nos seus valores, nas suas maneiras de ser, na sua tradição e dando-lhe capacidade de ser uma enorme muralha que combaterá qualquer pandemia, qualquer ameaça de inundação,no futuro. E a defesa do seu espaço passará a ser a tarefa de cada cidadão liberto de todas as formas de alienação.

Que assim seja!

 

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