
“O FONGTIL avaliou, de acordo com a perspetiva do PEDN 2011-2030, os setores da educação, saúde, agricultura e infraestruturas. Focamo-nos nas infraestruturas básicas. Descobrimos que existe uma má implementação nas áreas. Estamos, por isso, preocupados com a competência do Governo. Não vamos atingir os objetivos devido à falta de atenção por parte do Executivo”, afirmou Daniel do Carmo, durante o seminário nacional de apresentação dos resultados da avaliação do FONGTIL relativa à implementação e ao alcance do PEDN no período de 2011-2020, em Vila Verde.
Segundo o responsável, os objetivos do PEDN entre 2011 e 2030 não serão alcançados devido ao impasse político que o país tem vivido nos últimos anos e à incapacidade institucional, tanto do Governo como do Estado.
“Diz-se, no PEDN 2011-2030, que, até 2020, Timor-Leste poderia exportar gado, 80% da população teria acesso a água canalizada e entre 1500 e 2000 agregados familiares teriam ao seu dispor um centro de saúde. No entanto, a realidade é outra. Há escassez de profissionais de saúde, de segurança alimentar e de água e saneamento. Além disso, o número de casos de desnutrição continua a subir”, referiu.
Já Filipe da Costa, o Coordenador do Gabinete de Apoio à Sociedade Civil do Gabinete do Primeiro-Ministro, garantiu o recurso aos resultados da avaliação da sociedade civil no período de 2011-2020 de modo a contribuir para a implementação do plano nos próximos dez anos.
“O plano foi feito por nós. Esforçarmo-nos, como tal, para atingir os objetivos até 2030. Creio que os alcançaremos, porque temos agora um Governo completo e inúmeras parcerias. Já preparámos também os orçamentos gerais de Estado de 2020 e 2021”, assegurou. ida
